Sob o slogan “Digitalizando a função de RH” da Organização, revelou as chaves para executar uma transformação digital em empresas através do seu capital humano. Após a recepção dos participantes, Juan Carlos Pérez Espinosa – por DCH, convidou os participantes a apresentar a sua candidatura ao reconhecimento europeu e internacional no campo do desporto e da saúde, destacando a empresa Cofares, que é a atual empresa espanhola premiada como Empresa Europeia do Desporto e da Saúde, e Alfredo Frades Navas – Diretor de Estratégia de RH Santander Espanha, que concentrou a sua apresentação sobre a evolução cultural sublinhando a presença das novas gerações nas organizações. Referindo que estamos perante um coletivo que cada vez mais exige comportamentos baseados na cooperação: Ambientes de trabalho mais flexíveis, produtivos e eficientes, com ferramentas colaborativas. Força laboral com uma forma de pensar digital, evidenciando que ser digital não é só usar ferramentas digitais. E, força laboral atenta ao exterior, através de ferramentas de mercado, pois é mais difícil evoluir se não se sabe o que se passa no exterior.

Meta4, sócio DCH especializada no fornecimento de soluções globais em RH, junto com ISDI (Instituto Superior para o Desenvolvimento da Internet), apresentou um estudo sobre a digitalização e partilhou com os participantes as conclusões obtidas. O estudo foi realizado a 108 profissionais ativos contando com a presença de 60% de respostas com origem no departamento de Gestão de Pessoas. Rodrigo Miranda – Diretor & Partner da ISDI, fez a apresentação destacando uma série de dados, como foi o caso de que 40% das empresas pesquisadas admitem que têm lacunas na forma como realizam a transformação digital já que, e segundo confessou o orador, sabemos para onde ir, mas não como ir. Salientou também que 50% da responsabilidade pela transformação digitalização surgiu pela mão do departamento de RH, assumindo a orientação dos objetivos da Organização rumo à nova realidade. Rodrigo Miranda fez-nos também pequenas chamadas de atenção, testando a audiência no sentido de perceber se estava perante efetivamente de seres digitais! Perguntou-nos por exemplo se temos alertas do Google sobre temas que nos interessam? Se temos implementados incentivos na nossa equipa de trabalho orientados à partilha de conhecimento? Sabemos o que é Cloud?  Temos incorporado no nossa Organização metodologias ágeis? No fundo, todas estas questões foram para refletirmos sobre nós próprios, sobre a nossa missão dentro das organizações… Em que é que nos próprios nos temos que transformar, antes de transformar a Organização onde estamos inseridos, já que queremos ser a ponta de lança da Transformação Digital nas empresas.

Em seguida, todos os presentes tiveram a oportunidade de ver em primeira mão a nova realidade virtual que está a varrer o nosso território. É a tendência tecnológica do momento, combinando computação com uma série de técnicas óticas para simular ambiente visual imerso dando um sentido pleno da realidade para aqueles que o colocam em prática. Durante a pausa para o café posterior, os participantes puderam viver uma experiência de realidade virtual, que nos permitiu viajar sem sair do nosso lugar.

O evento continuou depois com um painel sobre partilha de experiencias sobre Transformação Digital de quatro grandes empresas em Espanha, moderado por María José Fraile – Diretora de RH Corporativo Meta4.

Cristina Martínez – Chefe de Transformação Digital de RH da Vodafone, defendeu o seu discurso na promoção da mudança cultural, como confessou que “Se há algo que a digitalização nos dá, são os Dados! E é essa informação que nos permite analisar e retirar conclusões dando lugar, a partir deles, à atuação rumo à mudança cultural” Percebemos que estávamos perante uma empresa com uma Cultura Digital, exemplo disso e a sua organização espacial, pois transformaram o seu edifício numa pequena cidade Smart. Existe uma app onde os colaboradores podem verificar de antemão quantos lugares de garagem há disponíveis ou onde podem consultar também qual a taxa de ocupação da cantina. A organização é plana, existe uma política clara de utilização de redes sociais, utilizando também essa ferramenta internamente, onde se pode comunicar diretamente com o conselho de administração, marcando presença também o CEO comentando e respondendo as questões que lhe são colocadas nesse fórum. Cristina falou de mais alguns exemplos, donde se evidenciou a aplicação de programas de mentoring inverso que se prende com a pratica de mentoring em que, neste caso, os mentores são os Millenials e o programa em causa se prende com as praticas digitais a colaboradores naturalmente menos expeditos na área.

Em seguida ouvimos Manuel Jimenez Sillero, Diretor de Seleção no Banco Santander, que defendeu também a importância da informação, onde o histórico de dados é fundamental para tomar boas decisões, ou seja, o mote interno é potenciar ao máximo os dados para tornar os processos mais eficientes. Nesse sentido, referenciou exemplos da sua área em que “Existem ferramentas que nos permitem trazer os melhores talentos com uma equipe de apenas 5 pessoas no departamento de recrutamento da nossa organização.” Onde o objetivo é antecipar o êxito de um processo de seleção.

 

Por outro lado, Fernando López Gil – HR Manager – MBS em meu Project, em Mondelez Spain SLU, empresa que representa produtos lideres de mercado como é o caso das bolachas Oreo ou o queijo Philadelphia, partilhou com o público o seu ponto de vista sobre “A empresa mais orientada para o cliente alavancada por iniciativas de RH ágeis, moldando assim o processo de transformação digital. ” Nesta organização existe o conceito de universidade corporativa, o espaço de trabalho esta organizado por bairros (não por departamentos, mas por clientes) onde se vêm equipas, por exemplo, onde a gestão de pessoas, área comercial, a financeira e o marketing se unem em prol do cliente. Não há, portanto, escritórios individuais, nem sequer para o diretor geral da companhia. Referiu também o impacto da digitalização na organização do trabalho, ou seja, na Conciliação, onde referiu que o colaborador tem a liberdade de gerir 20% do seu tempo de trabalho, onde podem eleger trabalhar num lugar que não seja o seu lugar habitual de trabalho (não tendo sequer que ser em casa).

Finalmente, Javier Sevilla – Managing Partner da Facthum Digital e diretor do projeto para implementar HR Analytics & Big Data em CBRE, concluiu com a apresentação do estudo de caso em CBRE com a implementação de uma ferramenta que permite conhecer a vasta quantidade de dados duplos diários e tomar decisões futuras com base nesses dados. Dando provas, mais uma vez, que a gestão de dados é fundamental para a gestão opima das organizações.

O evento terminou com a apresentação do Acordo entre DCH e a Biz Digital, revista especializada em digitalização, representado por Mariano Ferrera – Diretor da Digital Biz Magazine.

O evento DCH contou com o preenchimento total do auditório, com uma grande presença de responsáveis da área do Capital Humano das principais empresas espanholas.

 

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